Maikon Costa: Mais trechos do áudio

Maikon Costa: Mais trechos do áudio

A denúncia feita por Rafael Cavalcante Silva Coelho, um ex-assessor do vereador de Florianópolis, Maikon Costa (PSDB), de que uma suplente teria repassado dinheiro para Costa para assumir por um período na Câmara, ganha mais um novo capítulo, com mais um trecho da conversa gravada por Coelho onde supostamente o vereador fala de um “suporte” que é dado pelos suplentes quando assumem.

O diálogo

 A conversa de 4 minutos e 28 segundos, começa com o vereador perguntando: “Algum comentário?”

Rafael: Não sei

Maikon: Ela vai ter que provar isso, vai ter que provar isso. Todo suplente quando abre pro outro, o que ele faz, ele dá um suporte, é natural. Todo suplente quando abre pro outro ele dá um suporte, sabe o que foi feito? Eu falei: Olha, eu preciso pagar a pensão, Noemi, do meu filho, tu consegue segurar a pensão e pagar a pensão…(Fica inaudível).

Rafael: Não pode, não é legal,

 Maikon – Vindo de onde? (Inaudível)

 Rafael: Repasse não pode.

 Maikon: Aonde está escrito isso? (Inaudível)

 Rafael: Tá bom, é uma prática ilegal…(inaudível)

 (Entra uma pessoa na sala, e a conversa fica inaudível)

Maikon: Não, não tem nada de ilegal.

(Incompreensível)

Maikon: Pelo amor de Deus, pelo amor de Deus. O que tem de ilegal? Ela se ofereceu me ajudar, ela se ofereceu me ajudar.

 Rafael: Não foi isso o que ela falou.

 Maikon: Quem falou, a Noemi?

 Rafael: Agora tu vai ligar lá, vai falar e ela vai achar que eu to..(inaudível).

 Maikon: Não!

 Rafael: De leva e traz.

 Maikon: É isso que estou te falando, é esse tipo de coisa que tu

 Rafael: Não, eu só tô te falando, por que se ela tivesse com a intenção de te ferrar..

 Maikon: Mas ela faz, ela faz isso.

 Rafael: Ela tinha jogado, mas ela não quer, ela não quer…(Inaudível)

Maikon: Eu prefiro que ela faça isso, não tem nada de ilegal nisso.

 Maikon: Pelo amor de Deus, pelo amor da….(Inaudível), o cara abre vaga pro…

Rafael: Espero que você não vá encher o saco da Noemi, né?

Maikon: Eu acho assim, são coisas que são muito interessante, né, são muito interessante. Eu te falo, mais uma vez, mais uma vez o ponto frágil do ser humano é o coração, é você ajudar as pessoas, mais uma vez. Eu não sei o porquê as pessoas tem tanta raiva de mim veio, se eu só ajudo as pessoas. Cara, eu não faço nada pra mim veio, faço nada pra mim, nada, só ajudo, não compro nada pra mim. Tá aqui…(Inaudível). Aí tu fica de papinho com a…(Inaudível)

Maikon: Qual é a tua escolha, estou aqui para fazer, qual é a tua escolha, é um papo com a….(Inaudível)?

(Forte barulho)

Maikon: Tá, eu tô te falando, eu assinei a p…do negócio (Inaudível). Não para ter exonerado no dia..(Inaudível), foi o dia da nomeação, provavelmente..(Inaudível)

Rafael: Na verdade a minha mudança da..(Inaudível) sairia no dia 11.

Maikon: Claro, o objetivo era esse, não era de exonerar. (Inaudível) toma posse lá, toma posse lá e depois exonera. O documento poderia ter sido feito pra ti, não teria problema.

versa:

Contraponto

Procurado o vereador de Florianópolis, Maikon Costa (PSDB), disse que essa conversa aconteceu em novembro do ano passado, quando Rafael Coelho já havia sido exonerado. Ele explica que não fala em dinheiro, apenas em recurso para a manutenção dos gastos do gabinete que são pagos com dinheiro do próprio parlamentar para não onerar a Câmara. Segundo o vereador, tanto a suplente, Noemi Leal, quanto a Guilherme Botelho quando assumiram, tiveram que ajudar com a manutenção. “Não era justo eu sair, ter a pensão do meu filho para pagar e ainda ter gasto com o gabinete. Só o nosso aplicativo é R$ 600 por mês’, explicou.

Outros gastos

O vereador Maikon Costa (PSDB) explicou ainda, que despesas com impressões e até o uso de Uber são pagos pelo vereador em exercício. Ele lembra que quando Noemi Leal assumiu, estava marcado um evento sobre mobilidade urbana, quando tiveram que preparar cartazes e, no caso, a suplente assumiu com o custeio. “Em nenhum momento ela pagou a pensão do meu filho. Isso é descontado diretamente em folha”, relatou Costa, que voltou a atribuir as acusações a uma perseguição política.

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