ARTIGO – Sérgio Moro não é “imexível” – por Cláudio Gastão da Rosa – Advogado Criminalista

ARTIGO – Sérgio Moro não é “imexível” – por Cláudio Gastão da Rosa – Advogado Criminalista

 

No meio de muita polêmica, um dos argumentos esgrimidos em desfavor da nomeação de Sérgio Moro pelo presidente eleito Jair Bolsonaro para ocupar um superministério era de que “não se deve contratar uma pessoa que não se pode demitir depois”, como se a indicação do polêmico magistrado o ungisse à categoria de “imexível”, palavra criada pelo ex-ministro Magri ao se referir ao Plano Collor.

A história está cheia de exemplos de que não é bem assim…

O general Douglas MacArthur tinha um ego tamanho família. A campanha vitoriosa, de ilha em ilha, contra os japoneses, na Segunda Guerra Mundial, tinha inchado ainda mais seu orgulho.

Durante a Guerra da Coreia, que aconteceu em seguida, MacArthur, confiante em seu gênio militar, começou a ignorar ordens de seu comandante em chefe, o presidente Harry Truman.

Sendo um militar, MarArthur desprezava as considerações políticas que Truman tinha que avaliar todos os dias.

Truman não teve dúvidas, demitiu MacArthur. No final das contas, as consequências por desobedecer ordens, quebrando a cadeia de comando, eram e são as mesmas sempre: fim de carreira. Demissão sumária.

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Comment (1)

  • Nelson Jvlle

    Um dos melhores advogados de Santa Catarina, sempre lembrado para defender “causas impossiveis”, ou seja bandidos, ladrões, assassinos, prevaricadores, todos de alto coturno mas de bunda exposta. Tem que ser bom pra defender esse tipo de gente. E por isso mesmo, até parece que nosso querido Gastãozinho está torcendo para que Moro se ferre logo no governo Bolsonaro, até porque, sem Moro o caminho fica mais fácil. Ou não?

    27 de dezembro de 2018 at 11:04

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