Corregedor-geral da UFSC alega que chefe de gabinete não poderia afastá-lo e diz que portaria teria sido retaliação contra seu trabalho

Corregedor-geral da UFSC alega que chefe de gabinete não poderia afastá-lo e diz que portaria teria sido retaliação contra seu trabalho

Corregedor-geral da UFSC Rodolfo Hickel do Prado mostra portaria que determinava seu afastamento; ela acabou sendo anulada pela reitora em exercício Alacoque Erdmann nesta terça-feira (24)
Foto: Leandro Lessa  / CBN Diário

O corregedor-geral da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Rodolfo Hickel do Prado (foto), declara que o agora ex-chefe do gabinete da reitoria da universidade, Áureo Moraes, não poderia ter aberto um processo administrativo contra ele – apenas o reitor, segundo estatuto da instituição, teria a competência para isso.

Hickel do Prado concedeu entrevista no campus da UFSC, em Florianópolis nesta quarta-feira (25). A portaria que o afastava do cargo por 60 dias, publicada na última sexta-feira (20), foi anulada nesta terça (24) pela reitora em exercício Alacoque Erdmann.

Ele diz que, mesmo com a publicação da portaria que o afastava, decidiu ir ao trabalho normalmente, por entender que se tratava de um “ato nulo”, e relata que há pressão contra o setor.

O corregedor-geral da UFSC alega também que se sentiu preocupado que as pessoas nomeadas por Luiz Carlos Cancellier não tenham entregado os cargos, mesmo após a morte do ex-reitor, para permitir que Alacoque Erdmann pudesse indicar uma nova equipe.

O corregedor-geral da universidade também apresentou uma cópia de uma postagem do irmão do ex-reitor, Julio Cancellier, que teria sido feita na última sexta-feira, com a foto da portaria que havia o afastado.

Segundo Hickel do Prado, isso aconteceu cerca de três horas antes da reitora em exercício tomar conhecimento do documento. Ele acredita que a tentativa de afastá-lo foi uma “retaliação” contra seu trabalho.

Após a anulação da portaria, Áureo Moraes se manifestou “contrariado” com a decisão da reitora em exercício e entregou o cargo. Em áudio divulgado pelo professor, ele relaciona a sua saída com a “vitória” do corregedor.

O procedimento que resultou no afastamento do corregedor-geral teve origem em uma representação funcional interna apresentada contra ele por Gerson Rizzatti Júnior, professor citado no inquérito da Polícia Federal que levou à operação Ouvidos Moucos, deflagrada em setembro deste ano para investigar suspeita de desvios de recursos na UFSC.

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