CPI chega a um ponto decisivo

CPI chega a um ponto decisivo

Por Roberto Azevedo  –

Quanto vale o ato falho do controlador-geral do Estado, professor Luiz Felipe Ferreira, de que o governo do Estado identificou “a questão do roubo” sobre a compra dos 200 respiradores, embora tenha tentado se desdizer a seguir e empurrar a responsabilidade para o deputado Ivan Naatz (PL), que usou o termo, enquanto se manifestava ao deputado João Amin (PP), que o perguntava?

Milhares de posts, cuidadosamente editados em loop, caso clássico de que a versão é maior do que os fatos, embora o próprio Ferreira admita que o órgão de controle do governo só foi acionado para a analisar a compra e o contrato depois do mau feito.

Àquela altura dos depoimentos, mais de cinco horas – foram sete no total – na reunião da CPI, os deputados já haviam ouvido poucas e boas, acompanhado bate-boca de parlamentares antes de começar as oitivas, e a declaração do coronel BM RR Carlos Charlie Campos Maia, diretor de Licitações e contratos da Secretaria da Saúde – investigado pelo Ministério Público -, de que os responsáveis por apertar o botão da compra com pagamento antecipado de R$ 33 milhões são o ex-secretário Helton Zeferino, seu companheiro da farda, e o atual secretário e ex-adjunto André Motta Ribeiro.

Maia também isentou a servidora Márcia Regina Geremias Pauli, ex-superintendente administrativa da Secretaria da Saúde, de qualquer responsabilidade: a definiu como uma pessoas que trabalhava 17 horas por dia, que suportava a “arrogância” do então secretário adjunto e que foi um “bode expiatório”, “um boi de piranha”, para encobrir os verdadeiros autores da maracutaia.

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