Ignorância racista

Ignorância racista

Sou um entusiasta do esporte. Acredito nele como uma importante ferramenta de transformação de vidas, pessoas, realidades.

Quando afirmo isso, não me refiro somente às possibilidades financeiras, mas todo um contexto e princípios de regras, disciplina, coletividade, respeito, integração e emoções. Durante este período de Copa (como acontece quase sempre que temos um evento desta magnitude no futebol em especial), observei pessoas confundindo Estado com Governo e atribuindo às mazelas do nosso sofrido Brasil ao entusiasmo no futebol.

Trocando em miúdos, transferindo a incompetência na hora de ir às urnas. Algo que lamento profundamente.

A gente cresce ouvindo que o brasileiro não se cansa e se supera. O problema é que há uma capacidade ilimitada para isso também no campo da maldade. Fernando Luiz Roza é um brasileiro, paranaense de 33 anos. Futebolista, ídolo na Ucrânia pelo Shakhtar Donetsk. Campeão da Uefa, campeão mundial com a Seleção Brasileira Sub-20, campeão brasileiro com o Atlético Paranaense. É titular no Manchester United, um dos mais bem-sucedidos da Inglaterra e do mundo.

Fernandinho, como é conhecido, no confronto com a Bélgica, em um lance de uns 40 segundos, em que a bola bateu em seu corpo e acabou fazendo gol contra, foi condenado, sem direito a julgamento. Apenas 40 segundos e a cor da sua pele foi determinante a ponto de ele ter que desativar seu perfil do Instagram, tamanha a quantidade de ofensas recebidas do tipo “a culpa é desse macaco filho da p…!”. Jogar futebol é o trabalho dele. É assim que funciona o racismo: quando você é um negro, não importa o que você faça ou como você faça, é a cor da sua pele que determina quem você é.

Estamos em 2018 e a Copa da Rússia nos trouxe novos episódios misóginos e racistas. Até quando situações como estas serão resolvidas com um pedido de desculpas? Diante de tudo isso, nos falta caráter, falta leis, falta educação! Não, não é mimimi….

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