Jornalista Ricardo Boechat morre em acidente de helicóptero em São Paulo

Jornalista Ricardo Boechat morre em acidente de helicóptero em São Paulo

O helicóptero caiu em um trecho próximo a chegada a São Paulo, no início da tarde desta segunda-feira

O jornalista Ricardo Boechat, âncora do Jornal da Band e da rádio Band News, do Grupo Bandeirantes, estava no helicóptero que caiu no quilômetro 7 da rodovia Anhanguera, em São Paulo. Segundo os jornalistas da Band News, Boechat tinha ido a um evento de um laboratório farmacêutico, em Campinas (SP), retornando à capital, quando a aeronave, de modelo BELL PT HPG, caiu.

O helicóptero caiu em um trecho próximo a chegada a São Paulo, no início da tarde desta segunda-feira e atingiu a parte da frente de um caminhão que transitava pela via. O jornalista e o piloto morreram na hora.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, a aeronave caiu em cima de um caminhão que trafegava pela rodovia, no sentido interior, próximo à Praça do Pedágio. Não há, ainda, informação sobre o estado de saúde do motorista – ou se havia passageiros no caminhão acidentado. O motorista do caminhão ficou ferido e foi socorrido.

A aeronave explodiu após o choque. Os bombeiros informaram que 11 viaturas foram deslocadas para o local no atendimento à ocorrência.

PROGRAMA SAIU DO AR

No momento em que narrava o acidente e a morte do jornailsta, sua companheira de bancada no programa, Carla Bigatto interrompeu a programação e o programa chegou a sair do ar. “A gente se envolve com o trabalho da maneira mais profunda possível. Assim é a equipe da Band News, a gente se entrega a isso. Por isso, a gente tem essa sensação de estar perdendo um familiar. O ouvinte já deve ter essa sensação. Peço agora a compreensão dos nossos ouvintes porque, como o Boechat sempre falou, essa é uma rádio feita por gente, para a gente, e nós, nesse momento, precisamos de um tempo, um tempo para a gente. Por isso, momentaneamente, a programação da Band News FM estará fora do ar”, disse.

 

CARREIRA BRILHANTE NO JORNALISMO

 

Filho de um diplomata brasileiro, Ricardo Eugênio Boechat nasceu em 13 de julho de 1952, em Buenos Aires, na Argentina. Iniciou a carreira em 1970, no extinto Diário de Notícias (RJ), e começou a trabalhar na coluna de Ibrahim Sued. Transferiu-se para O Globo (RJ) em 1983, ano que marcou sua separação da equipe de Ibrahim – já então em O Globo – para integrar a da coluna Swann, no mesmo jornal, da qual se tornaria titular dois anos depois e que passaria a ter o nome de Boechat em fins dos anos 1980. Ibrahim morreu em 1995, e Boechat já era, então, titular de sua própria coluna há muito tempo.
Em 1987, foi convidado por Moreira Franco, governador do Rio de Janeiro na época, para ser titular da Secretaria de Comunicação Social do Estado. Permaneceu no cargo por seis meses, teve uma breve passagem pelo Jornal do Brasil (RJ), e depois na sucursal carioca de O Estado de S.Paulo (SP). Pela Agência Estado, ganhou o Prêmio Esso de Reportagem 1989, juntamente com Aluizio Maranhão, Suely Caldas e Luiz Guilhermino.
De volta a O Globo, em 1989, como editor da mesma coluna Swann de outrora, logo transformada em Boechat, ali se fixou como um dos colunistas mais influentes do país. Venceu os Prêmios Esso de 1992, na categoria Informação Política, com Rodrigo França, e de 2001, na categoria Informação Econômica, com Chico Otávio e Bernardo de la Peña, sempre por notas de sua coluna que renderam pautas aprofundadas. Saiu de O Globo em junho de 2001. Quando recebeu o Esso, no final daquele ano, já não estava no jornal. Deixou a empresa após rumoroso episódio envolvendo empresas de telefonia. Mas subiu ao palco, com a equipe da casa, para receber o prêmio, mesmo assim, por mérito.
Foi então para o Jornal do Brasil como colunista, assumindo o Informe JB. Ganhou depois coluna própria no primeiro caderno – semelhante à que tinha em O Globo – e, cumulativamente, assumiu a Direção de Redação por um ano, a convite de Nelson Tanure.
Teve participações como colunista no SBT, em notas gravadas na própria redação do JB, para o telejornal apresentado por Hermano Henning. Chegou a fazer um piloto para ancorar um telejornal na emissora, mas não chegou a exercer a função. Fez coluna em O Dia (RJ) e foi professor da Faculdade da Cidade.

Compartilhe!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.