Nanotecnologia – pra que isto serve?

Queria propor uma experiência para os leitores. Peguem uma régua com escala e identifiquem 1 milímetro. É pequeno, não é? (eu já tenho que colocar os óculos). Para complicar, dividam este milímetro em 10 partes iguais. Uma destas é equivalente a espessura de um fio de cabelo. Pequeno?
Agora pequem este mesmo minúsculo milímetro e dividam em 1 milhão de partes iguais!! Voilà, você encontrou 1 nanometro!

A nanotecnologia nada mais é do que a redução das partículas de qualquer material para tamanhos em torno da milionésima parte do milímetro. Com esta redução, os materiais mudam de propriedade, como, por exemplo, sabiam que o ouro em nanopartículas é avermelhado (mas eu ainda gostaria de ter alguns quilogramas dele).

Acreditem, a asa da borboleta não é colorida, mas sim é resultado da reflexão das nanoestruturas que a formam e refletem a luz solar em cores específicas. Uma mais linda que a outra, não é?
E, vejam, a nanotecnologia não é algo novo. Sabonete, algodão doce (isso mesmo, nanofilamentos de açúcar!), leite e queijo são exemplos de produtos resultado de nanotecnologia. O que temos agora é a consciência disso, e a capacidade de evoluir.

Um Coronavírus, por exemplo, mede em torno de 25 nanometros, ou seja, já produzimos materiais menores que um vírus! E assim, conseguimos bloqueá-lo ou atuar sobre ele.

Santa Catarina é um dos expoentes no Brasil, com empresas robustas e consolidadas em nanotecnologia. Posso citar duas delas, a Nanovetores e a TNS Nanotecnologia. A primeira trabalhando com encapsulamento de ativos e a segunda com produtos principalmente antibactericidas.

Novos produtos repelentes de água, com capacidades até há pouco impensáveis, etiquetas inteligentes, super leves, e outras propriedades são possíveis agora com a nanotecnologia.

É claro que nem tudo são flores. Ainda com muitas críticas frente à segurança destes nanomateriais. Por exemplo, há cientistas argumentando que 500 mg de vitamina C em nanopartículas (a mesma dose em quantidade que se toma normalmente) é superdosagem e pode intoxicar ao invés de beneficiar. Nanopartículas podem penetrar pela pele ou se alojar em alvéolos. Mas, como toda tecnologia, resta aprendermos a usar para o bem. Mas isto é outra história tecnológica.

Compartilhe!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.