NOTÍCIAS- Convidado por Rodrigo Maia para debater ‘fake news Felipe Neto já foi condenado por espalhar ‘fake news’

NOTÍCIAS- Convidado por Rodrigo Maia para debater ‘fake news Felipe Neto já foi condenado por espalhar ‘fake news’

O youtuber Felipe Neto já foi condenado em primeira instância por divulgar fake news em seu Twitter. Recentemente, a Justiça condenou o youtuber a pagar indenização no valor de R$ 8 mil por danos morais a Marcelo Augusto Xavier da Silva, presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai).

Neto foi convidado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia, para debater fake news. No dia 30 de julho, o youtuber participou de uma live com o presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, para debater o mesmo tema.

De acordo com a decisão da juíza Giselle Rocha Raposo, do 3º Juizado Especial Cível de Brasília, Felipe Neto foi além de emitir mera opinião a respeito do trabalho e da vida pessoal de Silva, na época em que ele foi nomeado pelo presidente Jair Bolsonaro para comandar a Funai, em 2019. A publicação está no ar até hoje.

A defesa de Felipe Neto tentou livrar o youtuber da condenação, alegando que ele havia apenas replicado conteúdo veiculado para a imprensa e citou duas matérias igualmente falsas, uma de O Globo e uma da revista Época.

“O requerido [Felipe], ao tecer seus comentários sobre o autor [Silva], não trouxe qualquer ressalva ou menção que os fatos ali citados estavam sob investigação, expondo partes de reportagens avulsas e descontextualizadas acerca das investigações dos supostos ilícitos cometidos pelo autor ultrapassando, assim, os limites do exercício da liberdade de expressão”, afirma Giselle em trecho de sua decisão.

Por fim, a juíza reforçou que Felipe Neto foi além de opinar. De acordo com ela, o influenciador ajudou a espalhar informação sem veracidade comprovada. Assim, desinformou e ofendeu o então recém-nomeado presidente da Funai. “No caso, entendo que o requerido agiu com abuso de direito ao ultrapassar o amplo direito de expressão e lançar ponderações desnecessárias e descontextualizadas”.

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