POLÍCIA – Sirotsky faz acordo com família de jovem morto após atropelamento em Florianópolis

POLÍCIA – Sirotsky faz acordo com família de jovem morto após atropelamento em Florianópolis

Acordo não impede tramitação do processo criminal, mas julgamento pelo Tribunal do júri depende de decisões em instâncias superiores. É uma notícia que choca à toda população a impunidade onde vida se compra com dinheiro. Morte se paga com dinheiro.

Ora, isso é uma sequencia lógica que iniciou um com um estrupo desestrupado com… dinheiro. Na época a coluna “Temperos & Apimentadas” denunciou o estrupo e fui processado pela família que pedia uma indenização por danos morais de R$ 500 mil reias – metade para o pai e outra metade para o filho. Meu advogado fez um acordo e fui penalizado a pagar “cestas básicas”, como fosse eu o culpado pelo acontecimento.

Ora, agora já temos dois casos que necessitam entrar para a jurisprudência brasileira. E por extensão e abrangência legal, se é que me entendes!!!

Vamos as fatos:

A defesa de Sérgio Orlandini Sirotsky fechou um acordo de indenização com a família do jovem morto após o atropelamento em agosto de 2017 em Florianópolis. Sirotsky é acusado de atingir com um Audi A3 o jovem Sérgio Teixeira da Luz Junior, de 23 anos, na saída de uma festa em Jurerê Internacional.

A informação foi confirmada nesta terça-feira (14) pelo advogado do acusado. O valor da indenização, contudo, não foi divulgado, já que o contrato assinado por ambas as partes em dezembro do ano passado prevê sigilo.

Mesmo com o acordo, o processo criminal segue o trâmite normalmente na Justiça. Os familiares da vítima, no entanto, decidiram se afastar do caso. A partir de agora, compõe a acusação de homicídio com dolo eventual contra Sirotsky apenas o Ministério Público.

Para o pai da vítima, o acordo ajuda a minimizar a dor da perda do filho. “Só aceitamos o acordo pois iriamos ficar sem nada. Sem filho e sem indenização”, disse o homem que leva o mesmo nome de Sérgio Junior.

Apaixonado por esportes e natureza, o jovem estudava educação física na Udesc (Universidade Estadual de Santa Catarina) e era muito próximo do pai.

Outro envolvido no caso, Eduardo Rios é acusado de lesão corporal. Segundo o MP, após ser atropelado por Sirotsky, Rios passou por cima da vítima. Além de Sérgio Teixeira da Luz Junior, a sequência de atropelamentos deixou outras quatro pessoas feridas.

Recurso

Dois anos, um mês e 29 dias depois da morte de Sérgio Júnior, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina decidiu em outubro do ano passado que Sirotsky e Rios deveriam ir a júri popular. No entanto, a defesa dos acusados recorreram da decisão e o caso foi parar em instâncias superiores.

O pedido, segundo o advogado de defesa de Sirotsky, Nilton Macedo Machado, está na fila de espera de “admissibilidade para ir a Brasília”, no STF (Supremo Tribunal Federal). Não há previsão de quando haverá uma decisão.

Relembre o caso

Na noite do atropelamento, em 5 de agosto de 2017, Júnior decidiu ir à festa pouco antes de sair. Ele saiu à convite dos amigos. Como tinha que trabalhar cedo no outro dia, deixou a casa noturna acompanhado de dois amigos antes de a festa terminar.

Veículo conduzido por Sirotsky no dia do atropelamento – Daniel Queiroz/Arquivo/ND

O trio caminhava às margens da SC-402 quando um carro os atingiu pelas costas.

Na sequência, outro veículo passou pelo acostamento, atropelou Júnior mais uma vez e uma quarta vítima que havia parado para socorrer os meninos.

O primeiro veículo, um Audi A3, era conduzido por Sirotsky, na época com 23 anos. O segundo veículo foi um Ssangyong, conduzido por Rios, na época com 25 anos. Eles fugiram do local após o crime.

As quatro vítimas foram socorridas e levadas ao hospital. Os amigos sobreviveram, Júnior, no entanto, não teve a mesma sorte – ele morreu cinco dias depois.

Acusações

Após sucessivo recursos, o Tribunal de Justiça em outubro manteve a acusação de um homicídio com dolo eventual, duas tentativas de homicídio com dolo eventual e omissão de socorro contra Sirotsky.

Rios, no entanto, teve a acusação modificada após recurso impetrado na Justiça. Indiciado por homicídio, a acusação do crime de tentativa de homicídio foi alterada por lesão corporal contra a vítima Júnior.

A Justiça entendeu que a morte do jovem foi provocada pelo primeiro atropelamento. Com relação à quarta vítima, os magistrados decidiram manter a acusação por tentativa de homicídio com dolo eventual e omissão de socorro contra Rios.

 

 

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