POLÍTICA – Socorro

POLÍTICA – Socorro

A carreata em favor de Carlos Moisés mobilizou todo o staff do governo para mostrar a força que nunca apresentou. Fez um esforço terrível, muito mesmo, para juntar o que mostrou para este fim. O perigo da falta de apoio de ontem, foi fatal.

FATAL

Se todos que compareceram na carreata, foi aquilo que a administração apontou ontem, Moisés mostrou sua melhor fraqueza. Se tivesse deixado a dúvida do tamanho de sua influência, ganhava mais. Diante de tudo que lhe tem ido ao contrário, todos dos dias ele ajuda a ficar pior.

DESATENÇÃO

A reação do governo foi tarde demais E piorou ontem. Não tem protagonismo suficiente para exigir respostas positivas a seu favor. Colocar os comissionados para buzinar na frente da Alesc e TJ, ativa muito mais a cassação. Este calendário ideal, era na semana passada.

FRAQUÍSSIMO

A bolsa de apostas para saber o tamanho da mobilização pela democracia de Carlos Moisés buscou ontem, não teve ninguém a seu favor. Se ele colocou 100 carros, com um motorista, são 100 pessoas. Ele e mais um, 200. Com dois, 300, carro cheio, 500.

PROBLEMA

Paulo Eli não saiu como assim foi propagado, mas sua vontade foi grande. Diante da cassação batendo à porta, não teria como se retirar agora. Fica mais pelo heroísmo demonstrado que pelo sentimento de afinação. Sabe que os tropeços do chefe não têm suas digitais.

CONSULTA

O jurídico do governo vai ter dificuldade para arrumar emprego depois de sua saída da administração. Não vai poder, nem mesmo citar este espaço no currículo pessoal e coletivo. Foi justamente o setor que, cego e incompetente, colocou Moisés na forca.

VENCEDORES

Os advogados do governador estão igualmente como. São pessoas no bom cargo com muita carga. Como ele perde em Brasília e SC, seus porta-vozes vivem os mesmos dilemas. Isso quer dizer que, sem argumentos diante de um governo patético, pagam um preço caro.

ELES

Todo o cenário colocado neste momento em SC, passa pela sensibilidade de Ralf Zimmer Júnior e, posteriormente, Leandro Ribeiro. Foram os advogados que apresentaram a tese de cassação quando ninguém acreditava. Nem a Alesc que, em fevereiro, teria engavetado.

ENGAVETAMENTO

Quando Julio Garcia sepultou o pedido de impeachment em fevereiro, momento em que não via nenhum argumento possível para levar adiante o pedido de cassação, não se viu um só elogio por parte do governo na sabedoria da Casa.

ENTÃO

Como o pedido foi argumentado melhor, Moisés sofreu uma chuva de pedidos de cassação que encharcou seu gabinete de terror. Agora, mergulhado na pior crise política da história de SC, percebeu que não é onipotente, muito menos predestinado. A não ser que tudo isso estava incluso.

OUTRA

A Comissão de cassação criada sob a presidência do deputado Fabiano da Luz, mostra todo o engajamento infernal em que Carlos Moisés e Daniela Reinehr vão aos poucos morrendo. Como um conta-gotas, vai pingando fel na taça, amargando-lhes sem trégua.

 

Por Marcos Schettini

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