Promessas de campanha

Promessas de campanha

Não basta apresentar metas arrojadas sem convencer de que são realizáveis

As eleições se aproximam e as campanhas eleitorais já estão nas ruas. Durante todo este mês de setembro até o próximo dia quatro de outubro, a propaganda eleitoral estará no rádio e na televisão.Com isso, está oficialmente aberta a temporada das promessas de campanha, período em que os candidatos prometerão resolver os problemas das cidades, dos estados e do País, tais como: a violência, o desemprego, a falta de leitos nos hospitais, a escassez de vagas nas escolas, entre outros temas.

Assuntos para lá de espinhosos, como o combate à corrupção e a postura ética dos postulantes devem se fazer integrante de qualquer plataforma de governo. Não é de hoje que a população está cansada das promessas políticas e insatisfeita com os altos índices de violência e de corrupção dos governos que se sucedem.

Já está bem manjada a “tática” dos políticos de usar a promessa como recurso apenas para se eleger e chegar no poder, demonstrando total desprezo pelo senso da ética, pela honestidade e pelo compromisso com os eleitores. Prometem mundos e fundos e simplesmente não cumprem, pois o que importa mesmo é se elegerem. Não é à toa que grande parte do eleitorado não quer nem ouvir falar da classe política. Não é só por revolta, é quase que ojeriza.

O eleitor está coberto de razão, pois ao escolher seu candidato, o mínimo que se espera é que ele cumpra ao menos algumas promessas. Em vista disso, torna-se fundamental que os eleitores procurem se informar se o que está sendo proposto pelo candidato é realmente factível, ou seja, que pode ser realizado.

Desde o ano de 2010, os candidatos aos cargos do Poder Executivo são obrigados a apresentar os programas de governo no ato do registro de suas candidaturas na Justiça Eleitoral.

Assim, os eleitores podem acessar as informações para acompanhar as eventuais inoperâncias, improbidades e até incompetências dos políticos, que, no exercício do cargo, tomaram medidas contrárias as suas promessas ou simplesmente ignoraram as que constavam de seu plano de governo.

Por outro lado, sabemos que boa parte daquilo que está sendo prometido efetivamente não acontecerá. Para tanto, também, estejamos preparados para as velhas e conhecidas justificativas: “a economia não cresceu”, “o tempo para execução da promessa não foi suficiente (gancho para a reeleição)”, “o governo federal não liberou recursos”, pois o governante não era parte integrante da base aliada do presidente”, etc, etc.

Enfim, mesmo com algumas raposas insistindo nas práticas da “velha política”, o que não se pode é deixar de cobrar. Felizmente, hoje as pessoas já demonstram estarem mais atentas aos candidatos que não correspondem às suas expectativas. Já têm uma sensibilidade maior em relação às promessas mentirosas e infundadas.

Os anseios da população são para os candidatos que apresentem soluções palatáveis e que tenham autoridade para promover as mudanças necessárias.

Não basta apresentar metas arrojadas. É preciso convencer o eleitor de que as promessas serão de fato realizadas.

Portanto, o eleitor deve ter cuidado com as promessas de campanha de seu candidato, não se deixando levar pela emoção. Seja ponderado ao analisar as promessas, mas vigilante na cobrança de seu cumprimento.

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